Siga-nos

Perfil

Expresso

O sexo e o empurrão

Estão no Nimas e são filmes franceses. Os organizadores chamaram ao ciclo “Os Grandes Mestres” e balizaram-no com datas, a do Big Bang e a do Apocalipse, perdão, 1930, simbólica explosão do sonoro, e 1960, já a Nouvelle Vague fragmentava os hábitos narrativos e excluía do cinema o que a nova França ia excluindo da vida, a saber: a ingenuidade do quartier popular, a graça nonchalant do vígaro, os sonhos de ascensão social da costureira ou da criada, a sincera admiração da pequeno-burguesinha pelo descapotável novinho em folha com que um sedutor a tenta, o apetite interclassista por uma sexualidade consentida, mas um bocadinho empurrada, como se, tal qual se engraxam sapatos, todos andassem, de escova e lubricidade, a puxar erótico brilho ao quotidiano.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)