Siga-nos

Perfil

Expresso

A paralaxe na ajuda externa

Recentemente fui interpelado, aquando da participação numa conferência sobre ajuda internacional, para explicar por que razão países como Eslovénia, Eslováquia, República Checa, Hungria ou até mesmo a Grécia que vive em muitos maus lençóis e que depende da ajuda externa como de pão para a boca, ocupam os lugares cimeiros na concessão de ajuda pública aos países da antigamente denominada Europa de Leste e Turquia. E isto quando o que se propala é que os Estados Unidos, Alemanha, França, Japão, etc., são os principais contribuintes daquela modalidade de ajuda. Na realidade, ambas as posições estão certas... como assim? É uma questão de paralaxe... Em termos absolutos são, e sem paralelo, estes últimos doadores os principais atores. Mas se se considerar o peso que o desembolso de um país dirigido para uma região tem no total que ele destina ao mundo, então o ângulo de visão muda. É por isso que a Alemanha ocupou o primeiro lugar na ajuda àquela Europa com 715 milhões de dólares, mas quedou-se pela 10ª posição com 9% da sua ajuda total enquanto a Eslovénia apenas desembolsou 15 milhões de dólares mas está no lugar de honra com 91% da sua ajuda total dirigida àquela região.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido