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Músicas

Como muita coisa boa em Portugal, a ideia de um Museu Nacional da Música remonta a 1911 (o ano da fundação do Instituto Superior Técnico). Foi nesse ano que o musicólogo Michel’Angelo Lambertini (1862-1920) foi nomeado pelo Governo republicano para iniciar a recolha de instrumentos musicais, partituras e peças de iconografia musical dispersas por edifícios públicos e religiosos e eventualmente adquirir importantes coleções particulares, com o objetivo da criação de um museu. À data da sua morte em 1920 o conjunto ultrapassava as 500 peças, e integrava já as coleções de Alfredo Keil, António Carvalho Monteiro e do próprio Lambertini, todos lisboetas. Uma vergonha nacional foi a longa espera até o museu conseguir ter instalações próprias (1994), em espaço disponibilizado pelo Metropolitano de Lisboa na estação do Alto dos Moinhos, ao abrigo da lei do mecenato. Da direita à esquerda, os partidos estão-se nas tintas para a cultura. Só em instrumentos musicais, o Museu Nacional da Música (MNM) tem hoje cerca de 1000 espécimes dos séculos XVI a XX — o que faz dele um dos museus do seu tipo mais importantes da Europa!

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