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Sir James Mirrlees (1936-2018)

James Alexander Mirrlees, que morreu na sua casa de Cambridge, Inglaterra, no dia 29 do passado mês de Agosto, vítima de tumor cerebral, sendo o anúncio da morte confirmado por sua segunda mulher e viúva, Patrícia (a primeira, Gillian, mãe de suas duas filhas, Catriona e Fiona, já há muito casadas, morrera em 1993, depois de luta de cinco anos contra cancro) teria parecido em qualquer parte do mundo um inglês típico de série televisiva ou de novela de costumes, matemático famoso, bem educado e instruído, cuidadoso, de temperamento equânime (os pais tinham-se indignado quando achara natural colega ter tido melhor nota em exame de física do que ele), leitor ávido de romances policiais, pianista amador de muito mérito — em qualquer parte do mundo salvo no Reino Unido onde, apesar de vida adulta passada quase toda no Sul da grande ilha, ora em Cambridge ora em Oxford, toda a gente toparia logo o escocês, nascido na aldeia de Minnigaff ainda bem dentro da Escócia, onde o pai era gerente de um banco, por lá completando a sua educação secundária, depois de peritonite ter impedido primeira candidatura a Cambridge, licenciado pela Universidade de Edimburgo em matemática e filosofia natural (em miúdo dissera que quando fosse crescido queria ser professor de matemática), que só depois rumara ao Sul para se licenciar segunda vez em Cambridge.

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