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Gena Turgel (1923-2018)

Gena Turgel, nascida Gena Goldfinger em Cracóvia, Polónia, e tomando com o casamento o nome do marido inglês, um dos militares que participaram na libertação do campo de concentração de Bergen-Belsen, cuja morte em Inglaterra, em Stanmore, Middlesex, onde vivia, na quinta-feira dia 7 deste mês, foi na altura anunciada por Twitter pelo principal rabino da Grã-Bretanha, Ephraim Mirfis, acrescentando “o legado dela é agora responsabilidade nossa”, era uma das sobreviventes do Holocausto mais assíduas na lembrança de adultos em várias circunstâncias do seu dia-a-dia e de crianças em escolas onde ia com frequência contar-lhes o que lhe tinha acontecido na juventude — a ela e a muitos outros, uns seis milhões dos quais não podiam falar por terem sido exterminados — os horrores que por vários anos, antes e durante a guerra de 1939-45, tinham flagelado os europeus, em particular e em muitíssimo maior número do que quaisquer outros os judeus (mas também ciganos, homossexuais, deficientes físicos e mentais) por instruções de Hitler e do seu Estado-maior, diligentemente executadas por funcionalismo civil e militar alemão enquanto a vastíssima maioria do resto dos seus compatriotas não dava, ou pretendia não dar por nada (e também por anti-semitas zelosos dos países ocupados pela Wehrmacht que colaboraram entusiasticamente com o ocupante).

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