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A crucificação do passado e a arrogância

Eduardo Lourenço é das pessoas mais agradáveis que se podem encontrar na vida. Incomensuravelmente culto, com um sentido de humor fino e discreto, tem o bom senso que lhe dão 95 anos de vida. A propósito da célebre polémica sobre o Museu das Descobertas, proposta de Fernando Medina para Lisboa, perguntou qual era a ideia “de crucificar este velho país”. O filósofo acrescentou que “já não podemos reparar nada, que essas coisas não têm reparação”. Certamente leu o poeta Píndaro, nascido seis séculos antes de Cristo que escreveu: “Do que aconteceu, nem o tempo, pai de todas as coisas, pode pôr fim às suas consequências.”

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