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Descolonizar a memória

As conclusões do relatório encomendado por Emmanuel Macron à historiadora Bénédicte Savoy e ao economista Felwine Sarr, onde se recomenda a restituição do património das ex-colónias africanas que esteja hoje à guarda dos museus e que tenha sido retirado “sem consentimento”, reabriram um debate antigo. Com as irritações de sempre. Um pouco por toda a Europa, o relatório tem levado curadores, académicos e diretores de museus a tomar posição. Sobre o princípio, sobre a sua exequibilidade prática e sobre soluções negociadas, como empréstimos de longa duração que permitam uma cooperação continuada ou uma devolução com critérios éticos e de relevância, como a Holanda fez com a Indonésia. Mas, mais do que a questão prática, a parte dolorosa e relevante é simbólica. É o reconhecimento do passado pelo colonizador e o reforço do poder do colonizado sobre a sua própria memória.

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