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De outro tempo

O caso de Tancos é demasiado ridículo se for só o que nos contam, é demasiado grave se for mais do que isso. É seguramente uma bomba-relógio nas mãos do poder político e militar. Não terá grande relevância na nossa vida quotidiana, tem toda a importância para a dignidade das instituições. Seria de esperar, por isso, enormes cautelas dos atores políticos. A sucessão de declarações do Presidente da República e do primeiro-ministro, rodeados de microfones em eventos avulsos, não ajuda a esclarecer nada. Apenas adensa o desconforto geral. Os recados de Costa à “ansiedade” de Marcelo revelam, aliás, uma continuada desadequação da ligeireza da forma à gravidade do conteúdo. Se algo de errado foi feito para proteger a imagem da instituição militar isso é grave, mas até pode ser politicamente atendível. Não vale a pena continuar a escondê-lo. Se Costa e Marcelo foram mesmo apanhados de surpresa pelo absurdo e nada têm a acrescentar, não continuem a tropeçar em declarações fúteis e impreparadas. O Estado também é liturgia. Quando não o percebem abrem portas aos boçais.

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