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Já chegamos?

Apesar de não se ter repetido a tragédia do ano passado – há quem se queixe de excesso de preocupação com a possibilidade de se perderem vidas –, a imprensa pergunta: como é que ainda não mudou tudo? Os bombeiros ainda não foram profissionalizados, o SIRESP ainda não funciona, o território ainda não está ordenado, décadas de falta de prevenção ainda não foram revertidas e a coordenação ainda falha. O tempo da indignação mediática é o tempo de uma criança que pergunta de cinco em cinco minutos se já chegámos ao destino da viagem. Isso é natural, já sabemos que o ritmo da imprensa, que enche as nossas frustrações com rios de palavras (eu incluído), é incompatível com o ritmo de quase tudo. Mas, longe da guerrilha política do ano passado, assistimos a um espetáculo mais estranho. No mesmíssimo momento em que se combatia o fogo persistente, um autarca de Monchique atacava a GNR, o presidente da Associação de Bombeiros Voluntários responsabilizava o comandante distrital da Proteção Civil por uma errada distribuição de meios, o presidente da Associação de Bombeiros Profissionais explicava aos jornalistas que a estratégia e tática estavam totalmente erradas e um exército de treinadores de bancada foi, do alto das suas certezas académicas, avaliando tudo em direto.

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