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Expresso

Daniel Bessa

Escala ibérica

Cristiano Ronaldo, Luís Figo e José Mourinho são, provavelmente, os portugueses que atingiram maior nível de notoriedade à escala global.

O sucesso destes profissionais contrasta com a modéstia do desempenho das organizações portuguesas da mesma área de actividade – pesem embora os êxitos recentes do Futebol Clube do Porto, e os êxitos mais antigos do Benfica, uns e outros, de resto, muito dificilmente repetíveis.

Falta ao nosso futebol, como a tantas outras actividades no nosso país, dimensão, massa crítica, internacionalização, competitividade, organização e profissionalismo. Acredito que tudo mudaria se quatro ou cinco clubes portugueses pudessem integrar uma liga ibérica: a pressão competitiva seria muito mais elevada, todos os jogos seriam um desafio, os estádios encher-se-iam, o valor dos espaços publicitários subiria em espiral, poderíamos reter profissionais qualificados. Sem esses quatro ou cinco clubes, envolvidos num campeonato ibérico, subiria o próprio nível competitivo de uma primeira divisão nacional.

No futebol, como em tantos outros ramos de actividade, a Península Ibérica é a escala mínima em que pode actuar quem procura reunir condições de sucesso sustentável.