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Expresso

Comendador Marques de Correia - Cartas Abertas

Os melhores pais da nossa Pátria

Lisboa, 6 de Agosto de 2006

Exmo. Senhor Primeiro-Ministro

Recentemente regressado do estrangeiro verifiquei que certos arautos do caos e da desordem insistem em que em Portugal se vive um clima de perseguição e de falta de liberdade. Devo dizer-lhe, senhor primeiro-ministro, que tal não passa de um conjunto de atoardas proclamado pelos mais desmandados opositores da preclara política de Vexa e do subsequente desenvolvimento de Portugal. Na verdade, em nenhuma actividade, em qualquer rincão do país se vislumbra a mais pequena nota de autoritarismo ou de desmando, ao contrário do que querem fazer crer as cassandras da oposição. Vejamos quem são essas cassandras:

À cabeça, o PSD! Partido que não pode falar em nome da liberdade porque é um partido de direita.

Depois, o PP! Que ainda menos pode falar de liberdade porque é ainda mais à direita.

Segue-se o PCP, que toda a gente sabe querer a ditadura do proletariado, não podendo por isso proclamar-se como defensor da liberdade.

Por último, o Bloco de Esquerda, que até dá vontade de rir quando fala de liberdade.

Resta aquela pequena parte do PS, comummente chamada Manuel Alegre que toda a gente sabe esteve em Argel a conspirar contra Portugal, não sendo portanto um verdadeiro português, nem provavelmente um verdadeiro socialista.

Ora, são estes os arautos da famigerada falta de ar? Do célebre constrangimento democrático? Do propalado autoritarismo do Governo? É profundamente ridículo!

Tome-se o último caso: o da Dr.ª Dalila Rodrigues. Acaso dizer a alguém que não se renova a comissão de serviço é ditatorial? Alguém a prendeu? A molestou? A torturou? E o mesmo com o Dr. Charrua! Terá ele sido colocado no potro e chicoteado? Terá sofrido a tortura do sono? Os seus familiares foram ameaçados?

Todos os que forem honestos, incluindo o Dr. Menezes e Dr. Mendes, terão de dizer que não!

O nosso Governo e o seu líder, Vexa. Eng.º Sócrates, como bons pais que são, apenas se vêem obrigados a empregar um pouco de rudeza, quando em vez, como contraponto à bonomia que no dia-a-dia é de vossa índole. Como responsáveis pelo nosso colectivo são obrigados a chamar-nos a atenção para as nossas asneiras e erros, para os nossos momentos menos felizes. Quem não o faria? Confundi-lo com falta de liberdade é como se uma criança, quando brandamente admoestada pelos pais, se pusesse aos berros que a matavam.

O Governo está cheio de apoiantes que foram sempre defensores da liberdade. Toda a gente conhece a luta dos seus principais elementos – o Eng.º Lino, o Dr. Pinho, a Dr.ª Maria de Lurdes Rodrigues ou o Dr. Correia de Campos, para citar alguns – contra o fascismo e contra o totalitarismo comunista.

O Governo é nosso amigo! O Governo é o garante de que não haverá caos, desordem ou sarrafusca!

Viva o Governo!

Receba, senhor Primeiro-Ministro os meus mais sentidos votos e os cumprimentos dos dignitários russos com os quais tive oportunidade de passar férias.

Comendador Marques de Correia