Siga-nos

Perfil

Expresso

Comendador Marques de Correia - Cartas Abertas

Libertemo-nos da Madeira

Lisboa, 27 de Fevereiro de 2007

Exmo. Sr. Presidente da República

Dirijo-me a Vexa praticamente curvado até ao chão, em sinal do devido respeito que todos os portugueses (incluindo o Manuel Alegre) lhe devem, para, humildemente, como é meu timbre, lhe propor a solução definitiva para o problema que Portugal tem com a Madeira.

Como sabe, a principal questão que nos liga à Madeira é o facto de a Madeira não se querer desligar de nós. Se os dirigentes madeirenses fossem homens consequentes (o que ficava bem e até rimava), pediriam a independência deste rectângulo que tanto mal lhes tem feito. Infelizmente, é outro o entendimento do Dr. Jardim e de seus sequazes, que vão dizendo mal da Lusa Pátria mas a ela ficam agarrados como a lapa à rocha.

Expressões próprias do desagrado português em relação àquela ilha estão no nosso léxico como em "Já chegámos à Madeira?". Como se sabe, não há nada de parecido com os Açores, ou com Cabo Verde ou mesmo com Timor (embora no caso de Timor seja injusto, porque eles são especialistas em barracadas quase tão grandes como as da Madeira). Além disso, e entendendo qualquer português que a Madeira e Porto Santo são - sim senhor! - uns bons "resorts" para relaxar, percebem perfeitamente que não têm de ser portugueses só por causa disso. Porque quem já perdeu a soberania de São Tomé, ou a de Bazaruto, da Ilha de Moçambique, do Mussulo, de todo o Nordeste brasileiro e de outros magníficos e paradisíacos locais para relaxar, descansar, ir à praia e não fazer raspas, está sinceramente vocacionado para deixar a Madeira seguir o seu próprio caminho.

Assim, um referendo sobre a independência da Madeira ganharia largamente em todo o País, à excepção da própria Madeira que pretende ficar amarrada a esta Pátria que a explora e a trata aos pontapés.

É isto que Vexa tem de ponderar. Não podemos libertar a Madeira à força, contra a vontade deles. Mas podemos libertar-nos nós. É por isso que lhe proponho não a reedição da FLAMA (Frente de Libertação da Madeira), mas a criação da FLAPO (Frente de Libertação de Portugal).

Como? É simples. Em primeiro lugar, declaramos que não queremos continuar a ser colonizados pelo Jardim (colonialista, bandido, imperialista e explorador) e pela Madeira (salientando, como todos os movimentos de libertação, que nada temos contra o povo madeirense). E depois declaramos a independência. Retiramos as referências à Madeira da Constituição e não nos preocupamos mais com eles.

Logo para começar, pode Vexa não convocar eleições nenhumas. Deixa-os estar lá pela Madeira. O Jardim demitiu-se? Temos tanto a ver com isso como com a demissão do Prodi! O Jardim quer eleições? Que as faça!

Mais nada! É só deixarmos cair o problema. Mesmo para o Dr. Mendes é o melhor, porque escusa de andar a fingir que adora o Dr. Jardim. Para ele, é também uma libertação!

Viva a FLAPO, Viva Portugal Livre!

Comendador Marques de Correia

comendador@expresso.pt