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Quero o meu sexo de volta! E não me venham com o género que isso nunca me deu prazer

Ele há coisas do arco da velha (perdão do arco da idosa)! Há dias, num serviço público, perguntaram-me qual o meu género; ou melhor, um dedo com as unhas pintadas de roxo apontou para um local qualquer do papel que eu não via bem e disse que faltava colocar o género. Com esforço retirei os óculos, coloquei-os na ponta do nariz e pude verificar, embora com algum desfoque, que se tratava de colocar uma cruz sobre masculino ou feminino. Devo dizer que, em nome da igualdade, não me pareceu bem que masculino ficasse antes de feminino, ou vice-versa, mas também, como pôr um por cima do outro seria considerado sexismo, não referi o facto. Optei, outrossim, por referir que a senhora, ou melhor o dedo (longe de mim determinar se o dito pertencia a senhora ou senhor) indicava o sexo e não o género. Mas o dedo acenou que não; que masculino, feminino e outros ainda que agora não sou capaz de reproduzir (nem eles são capazes de reproduzir-se) fazem parte do género de um ser humano e não do sexo, uma vez que o sexo é uma construção biológica e eles, ali na repartição, estavam à procura das construções sociais.

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