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Expresso

Bloco de Notas

Afirma Pereira

Desejo a maior das sortes ao novo director dos impostos. Primeiro, porque vai precisar dela. Segundo, porque do seu bom desempenho depende também muito a sorte do país.

Exagero? É óbvio que não.

De José Azevedo Pereira e da sua equipa, depende a manutenção dos bons resultados na cobrança de impostos, e destes depende a quase total capacidade do Governo em continuar a reduzir o défice do Estado, pois pelo lado da despesa já vimos que ainda não é desta.

Da boa cobrança de impostos depende o fim da sangria nos investimentos do Estado para que possamos ver orçamentos virados para o crescimento económico.

Do bom trabalho de Azevedo Pereira depende a capacidade de aliviar a pesada carga fiscal que recai sobre famílias e empresas.

Da capacidade da sua equipa depende a continuação do trabalho de alargamento da base tributária trazendo cada vez mais contribuintes para o sistema.

Só que Azevedo Pereira herda o pesado fardo de suceder a um homem que, justificadamente, caiu nas boas graças da opinião pública. Vai ter de gerir uma casa rendida à mestria de Paulo Macedo nas relações humanas e, por isso mesmo, manter todos os trabalhadores da máquina fiscal unidos à sua volta será uma das tarefa mais difíceis. Para o ajudar, aqui ficam uns simples conselhos para quem vai ter o primeiro contacto com a Direcção Geral dos Impostos (DGCI). Trate com respeito a máquina fiscal, que ela fará o mesmo. A DGCI está cheia de excelentes funcionários é preciso é encontrá-los e dar-lhes todo o apoio necessário.

O combate à fraude é prioritário. Apesar de constituir apenas uma pequena parte da cobrança total de impostos, a eficácia neste campo tem um impacto enorme na atitude do contribuinte.

A informatização tem sido uma arma poderosa dos últimos tempos no combate à fraude, e na melhoria dos serviços. Esta área é prioritária.

Por último, continue a exigir a Teixeira dos Santos recursos humanos qualificados que possam pelo menos fazer frente aos grandes 'planeadores fiscais' que trabalham deste lado.

Na sua primeira aparição pública, enquanto director geral, Azevedo Pereira afirma que aceitou este cargo apenas pelo desafio de gestão que lhe foi colocado. Se a isso conseguir, de alguma maneira, juntar bom senso, paciência, paixão pelos impostos e grande capacidade de trabalho em equipa, tem todas as armas para se sair bem. Caso contrário, dificilmente será capaz de fazer esquecer Macedo.

EM ALTA

Carlos Tavares, Presidente da CMVM A reacção prudente de Carlos Tavares à situação de crise nos mercados é exactamente a actuação que se espera de um regulador. Suficientemente preocupado para mostrar que está atento ao que estão a fazer as instituições financeiras, suficientemente confiante para não causar pânico injustificado no mercado.

Fernando Pinto, Presidente executivo da TAP Fernando Pinto junta-se ao grupo dos que defendem que seja rápida qualquer que seja a solução para o esgotamento da capacidade do aeroporto da Portela. Uma voz mais a defender que já se perdeu demasiado tempo a discutir onde construir o novo aeroporto. Até agora, as únicas certezas que temos é que as instalações da Portela não são solução para o futuro e que o novo aeroporto só estará construído lá para 2018.

Miguel Pais do Amaral, Empresário A pequena editora Nova Gaia veio esta semana engordar a longa lista de compras de Miguel Pais do Amaral. O empresário junta já sob a mesma empresa a Texto, a Asa, a Caminho e a Gailivro. O negócio livreiro tornou-se um dos mais apetecíveis um pouco por todo o mundo e em Portugal não é excepção. Algumas vozes dizem que Pais do Amaral se prepara no futuro para vender tudo por atacado com uma enorme mais-valia. A verdade é que com este portefólio não devem faltar compradores.

EM BAIXA

Fernando Ulrich, Presidente do BPI O BPI decidiu liquidar um fundo de investimento mobiliário em plena crise financeira. Precaução ou descalabro? O BPI afirma sem dúvida que foi o primeiro caso e que perante a actual situação incerta dos mercados esta é a melhor solução para os subscritores do fundo. Não deixa contudo de passar um sinal negativo para o mercado. Mesmo sendo a melhor solução não há banqueiro que a queira tomar.

João Vieira Pereira