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Preparemo-nos: até o fascismo vai ser um ‘achismo’

Parafraseando — porque gosto de parafrasear (e de gerúndios) — um livro de George Perec publicado em 1978 chamado “Je me souviens” — e que Ferreira Fernandes havia de parafrasear no texto “Lembro-me que...”, editado pela Quetzal a propósito do 40º aniversário do 25 de Abril —, também eu me lembro de algumas coisas. Lembro-me (lembrei-me agora) que Perec escreveu um romance de cerca de 300 págs., “La disparation”, do qual fez desaparecer a letra E, só por acaso uma das letras mais usadas na língua francesa, assim como fez desaparecer o seu protagonista, de nome Anton Voyl, sendo voyl uma versão depurada de voyelle (vogal, em francês). Tudo isto agora é fácil de perceber, tão fácil como o ovo de Colombo, mas em 1969 houve quem não tivesse percebido nada, incluindo críticos importantes.

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