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Poemas de Ponta & Mola

Ando com um poema na cabeça. Escreveu-o Armindo Mendes de Carvalho e disse-o, como só ele sabia dizer, Mário Viegas. Ambos estão mortos, Armindo e Mário, mas o poema é que não me sai da cabeça. É este: “Os pobrezinhos/ tão engraçados/ pedem esmolinha/ com mil cuidados.// Todos sujinhos/ e tão magrinhos/ a linda graça/ dos pobrezinhos.// De porta em porta/ sempre rotinhos/ tão delicados/ os pobrezinhos.// (...)// Os pobrezinhos/ tão engraçados/ pedem esmolinha/ com mil cuidados.” Trata-se de um poema simples. Quanto aos pobrezinhos — quem viu “Viridiana”, de Buñuel, não me deixa mentir —, não são simples.

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