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O populismo fascista só está a começar

A banalização do termo “populista” atrapalha mais do que ajuda à clareza de análise. É uma bagunça: Jimmy Carter diz-se populista, Salvini também. Em todo o caso, populista passou a ser uma designação adversarial, identificando alguns estilos mais do que a política (Mussolini, Ghandi, Perón, Samora, Sanders ou Trump fariam todos parte desta categoria). Assim, é uma mistificação, aliás intencional, apresentando o centro e a direita como o único lugar do respeito, o do liberalismo. Nessa narrativa, o que fica de fora da fronteira institucional é populista. Por mais deficiente que seja esta fábula (os populistas europeus nasceram na solene direita clássica de ontem; Orbán era o protegido de Kohl; a Liga de Salvini esteve no Governo com Berlusconi; Merkel e Macron pagam a Erdogan para prender imigrantes), ela é uma arma de confusão maciça.

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