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Expresso

Editorial

Sócrates e a PT

O primeiro-ministro elogiou ontem em Pequim a Portugal Telecom, dando-a como exemplo das parcerias que as empresas portuguesas devem fazer para se expandir no mercado global - e sublinhou o facto da PT estar presente em quatro continentes (Europa, África, América e Ásia), no decorrer do lançamento da Archway, uma empresa de direito chinês detida pela PT e por uma companhia dependente do Ministério das Comunicações da China.

Pode ter sido um elogio inocente, utilizado para sublinhar uma estratégia que deve ser prosseguida pelas empresas portuguesas. Mas estando a decorrer uma OPA sobre a PT, qualquer elogio deixa de ser inocente.

E o que se pode retirar das palavras de José Sócrates é que 1) gosta da maior multinacional que Portugal tem; 2) gosta que ela tenha os pés assentes em vários continentes; 3) gosta da estratégia de parcerias que tem desenvolvido no Brasil, em África e agora na China. Depois disto, o que não ficou dito mas está implícito é que Sócrates não gostará que a PT seja comprada para ser desmembrada e vendidas algumas das suas posições no estrangeiro. A Sonaecom que se cuide.

N.S.