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Expresso

Editorial

Fair play

Passado o momento e o nervoso, digerida a derrota e o fim da ambição, é tempo de sermos honestos connosco e com os outros. A selecção portuguesa perdeu – não se pode afirmar que tenha perdido bem, porque os franceses não ganharam bem – e não foi culpa do árbitro. Ricardo Carvalho provocou um penalti escusado – e penso que não tinha qualquer intenção de o provocar – e juiz da partida assinalou-o bem. Já o célebre empurrão pelas costas a Cristiano Ronaldo é muito duvidoso que algum árbitro que não fosse português, ou completamente enviesado a favor de Portugal, o marcasse.



Reconheçamos que a nossa equipa fez mais do que a maioria lhe vaticinava. Apesar de Deco não ter estado bem contra a França, apesar de Nuno Gomes poder ter sido melhor opção do que Pauleta, apesar de tantas coisas que podemos afirmar após o fim de um jogo, o que aconteceu foi absoluta e totalmente normal.



É pena ter sido a França, é pena ter sido da forma que foi. Mas aceitemos o azar que tivemos com a mesma elegância com que aceitámos a sorte, quando ganhámos aos ingleses. Afinal, isto era só futebol.

H.M.