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Expresso

Editorial

Cumprir as regras

Há quem diga que os jornais falam do que não sabem ou que falam de mais. Chegou a hora de quem fez essas críticas reconhecer que os jornais podem – at頖 dizer menos do que aquilo que pensam saber.

Foi o que aconteceu com a entrevista que Freitas do Amaral deu a Cândida Pinto há cerca de dois meses. Nessa altura, depois de discutirmos o conteúdo da entrevista e a atitude do então ministro dos Negócios Estrangeiros, chegámos à conclusão de que ele não ficaria muito tempo no Governo. Porém, estávamos deontologicamente obrigados a não ir além do que o próprio ministro dizia.

Assim, ficámo-nos pelo que ele disse – que estava cansado no MNE – e só em colunas de opinião e em declarações feitas a outros órgãos de comunicação social dissémos o que era, verdadeiramente, a nossa análise: que Freitas estava de saída.

Felizmente, tudo foi confirmado. Esperamos que personalidades como Vital Moreira, que acusou a nossa manchete de "canalhice",  tenham agora a humildade de nos pedir desculpa. Não lhes fica mal, uma vez por outra, reconhecer que erraram. Por nós, estamos sempre dispostos a reconhecer os nossos erros, mas não a esconder dos nossos leitores aquilo que sabemos que é verdade só porque isso convém politicamente a estes ou aqueles.