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Expresso

Editorial

Gulbenkian

Passam 50 anos sobre o aparecimento da Fundação Calouste Gulbenkian, criada pela generosidade daquele que lhe deu o nome e pela tenacidade do seu primeiro presidente, Azeredo Perdigão. Durante muitos e muitos anos, a Fundação resumia tudo o que de inteligente, culto e artístico se passava no país. Tudo, de todos os campos. Da música, da dança, das ciências, da agricultura, do ensino, das exposições. Durante muitos anos a Fundação foi praticamente o único mecenas de Portugal e a única instituição a quem podia recorrer quem tinha uma boa ideia.

Felizmente, esses tempos passaram e hoje a Gulbenkian mantendo-se como um marco indiscutível da nossa cultura, já não tem – muito por mérito de outros actores que, entretanto surgiram – a exclusividade de outros tempos. Mas mesmo que a sua actividade tenha sido nalguns casos reduzida, nunca é demais agradecer à Fundação o seu empenho e a sua contribuição para que Portugal fosse um país normal. Ao fim de 50 anos, poucas instituições existem que mereçam este elogio.

H.M.