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A inocência perdida

Dinis está a comer uma couve que lhe sabe a chocolate. Podia saber a bolachas ou a baba de camelo ou... Chocolate, Dinis decidiu, hoje seria chocolate, girou o rotor da Máquina de Transformar Comida para o post-it colado no capacete de papelão e agora come chocolate, pequeno, come chocolates, e ao ver-te transformar a couve desejamos-te essoutra realidade da invenção de esperança que tens na cabeça, para que ainda seja possível querermos, como Pessoa, que vivas na inocência de não haver mais metafísica no mundo. Mas é tarde demais, Dinis, é tarde demais e tu só tens oito anos, sete mais este último desde a fenda abrupta de 17 de junho.

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