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Corar: a última das discriminações

Isso de acabar com os duplos critérios é tudo muito bonito” — dizia-me um amigo sobre acabar com estereótipos de género — “mas uma coisa te garanto: se uma miúda fica corada é uma queridinha inocente, agora se eu coro sou um fraquinho cobardolas. Achas que tenho algum controle sobre se a minha cara fica vermelha?” Pelo santo protetor das intolerâncias mais olvidadas! É este alerta para o corar, o fluxo repentino, inesperado e indesejado de sangue nas bochechas devido a algo que está a acontecer (ou se pensa que pode vir a acontecer) enquanto discriminação de género e não só. Não o posso deixar passar enquanto drama pessoal para muitos. Coraria de vergonha. Má piada. Porque, depois de pensar, ouvir e ler, ensimesmei com este mistério que Darwin chamava “a mais peculiar das emoções humanas”.

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