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As sobreviventes a CR7 e Nadia Murad

Escrevo esta crónica à segunda-feira, pelo que não sei o que irei aprender até sábado. Nunca imaginei que os portugueses dominassem o tema “violação” com tanta mestria. Nas redes sociais, claro. Abstenho-me. Não consigo perceber de onde vêm tantas certezas. Ter acompanhado jornalisticamente algumas histórias deixam-me sem capacidade para dedos em riste. Lembrei-me, agora mesmo, de um caso nos anos 90 que o jornalista Victor Bandarra cobriu para o “Público”, na Guarda, de abuso sexual de meninas. Como tinha havido “apenas” penetração anal a lei de então não considerava ser uma violação. O povo revoltou-se. O modo tão delicado e sensível como reportou o tema valeu-lhe um Prémio Gazeta. Não havia TV por cabo. Hoje imagino o escarcéu. Era a conceção do legislador de então sobre a violação. Portugal mudou. Então no Facebook...

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