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As sapatilhas feias e Diderot

Há uma guerra sem quartel, global mas a escorregar do alegado sector do luxo no mundo dos sneakers (a.k.a ténis, sapatilhas) que pode ter escapado ao leitor, mas que não faz mal que tenha sobre ela uns lamirés. Não faz umas semanas era eu um inocente na matéria. Até que me pediram para ver uns ténis (sapatilhas) da Louis Vuitton que tinham chegado (e iam desaparecer logo!) e que eram a coisa mais linda do mundo e tinha de ser já, já — “toda a gente estava a usar aquelas sapatilhas” (modelos e estrelas do Instagram com mais de um milhão de seguidores) e aquela era a oportunidade. Dentro da loja LV foram buscar o par existente como se fosse uma caixinha com o terceiro polegar de S. Teodósio. Era o 40, o que para uma mulher portuguesa só daria com seis pares de palminhas. Espreitei e felizmente contive-me, pois arrisquei-me a bolçar o almoço de tão horríveis que eram. Os tais Archlight da LV — coisa para mil euros — parecia o resultado da fornicação de um Stormtrooper bêbado com uns ténis dos anos 80 aquecidos no micro-ondas. Mas pelos vistos era eu. Fui alertado que era das peças mais baratas nas lojas.

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