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O fracasso do pai

É uma das grandes causas do desassossego americano e, sim, ocidental: o colapso da paternidade, ou seja, os homens estão a falhar como pais. A tal falência da família começa na desconstrução da figura do pai, a grande vítima da cultura herdada do Maio de 68. Criou-se a ideia de que homem-que-é-homem é um perpétuo garanhão na fuçanga dionisíaca e poliamorosa. Durante décadas, filmes, séries e videoclipes criaram a ideia de que o homem-que-é-homem não é homem de família, isso é coisa de velho. Esta cultura marialva mascarada com as vestes de maio atravessa classes e etnias. Nos EUA, a decadência do branco pobre começa precisamente na intermitência do pai. Esta é, aliás, uma das teses que J. D. Vance defende no livro do momento, “Lamento de uma América em Ruínas”. Vance é um hillbilly que saiu do círculo vicioso da pobreza white trash. Círculo, esse, que começa no momento em que o pai vai comprar cigarros para nunca mais voltar.

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