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A pátria contra a nação

Quero voltar à reportagem do Expresso sobre os comandos portugueses na missão da ONU na República Centro-Africana. Além da recusa do cinismo enquanto princípio moral e intelectual, aquele texto indica-nos uma saída política. Olhando para os nomes, é fácil concluir que muitos destes soldados têm pais ucranianos, brasileiros ou africanos, aliás, muitos até podem ter nascido na Ucrânia, Guiné ou Brasil. Contudo, estão naquele pó vermelho a lutar com escudo da república portuguesa. Recorrendo à vulgata cínica, muitos dirão, Pudera! Não tinham outra saída, são pobres desgraçados, não estão ali por patriotismo mas por necessidade! Mesmo que seja verdade no início, este cinismo fica longe da verdade no final desta história: o “Dimitri” e o ”Wilson” são soldados portugueses unidos para sempre ao “João” e ao “Manuel”; são iguais, são portugueses, são cidadãos da república portuguesa e não de uma mitológica nação portuguesa; são cidadãos de uma pátria, não membros de uma tribo étnica (nação).

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