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Heróis

Na semana passada falei aqui da incapacidade da cultura sarcástica e pós-moderna em lidar com o pior e o melhor da natureza humana. Por exemplo, a épica do herói é uma das narrativas mais desprezadas por este dispositivo engraçadista. Ítaca esfumou-se. Nem de propósito, a revista do Expresso da semana passada calou-me com uma grande reportagem de João Santos Duarte e Tiago Miranda sobre os comandos portugueses que estão a combater com o escudo português e com o capacete azul na República Centro-Africana. Finalmente, a imprensa portuguesa deu o devido destaque a estes heróis que todos os dias salvam ou protegem vidas recebendo e fazendo fogo. O cenário retratado pelos repórteres do Expresso leva-nos de imediato para o imaginário de filmes americanos como “Cercados” ou “Hora Negra”. Só que aqui não há imaginário ou ficção, há só a realidade do Miranda, do Sobral, do Oliveira, rapazes que combatem os salteadores da anarquia africana.

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