Siga-nos

Perfil

Expresso

Acolher e integrar

Os muçulmanos perigosos não vêm de barco, já cá estão; os terroristas que atacam de vez em quando e os gangues islamitas que espancam e molestam todos os dias judeus, mulheres e gays não vêm de barco, já nasceram na Europa; e aqueles que vêm de barco até podem ser aliados na luta contra os radicais que já cá estão. É esta a base política e moral da odisseia que temos pela frente, uma odisseia que salvará a Europa da direita nacionalista que se recusa a acolher refugiados e migrantes e da esquerda tribalista das “políticas de identidade” que se recusa a integrar muçulmanos em nome desses pequenos nacionalismos que são as “comunidades” do politicamente correto. O excesso identitário existe tanto à esquerda como à direita. Os Salvinis têm hoje muito poder, porque ao longo dos últimos vinte anos a esquerda impediu qualquer conversa séria sobre a integração do “outro” na cultura europeia, baseando o seu discurso na sacralização da identidade negra e muçulmana. Todos quantos se servirem da identidade morrerão na identidade. Não se pode falar a linguagem da identidade fechada nas minorias e depois esperar que a maioria não reaja também com um discurso identitário.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)