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Os atalhos parlamentares

Há dois tipos de atalhos no Parlamento: os que se compreendem e os dos chicos-espertos. Como o Parlamento não tem coragem de aumentar os deputados, arranja dezenas de subsídios, ajudas e apoios que componham o salário. Isto facilita a fraude. Depois há os atalhos dos chicos-espertos que, não ambicionando ser na política mais do que deputados mudos e caciques lá na concelhia, arranjam artimanhas para não perderem uns cobres

Há dois tipos de atalhos no Parlamento: os que se compreendem e os dos chicos-espertos. Os que se compreendem resume-se assim: o Parlamento não tem coragem de aumentar os deputados. E como não tem coragem de o fazer arranja dezenas de subsídios, ajudas, apoios que componham o salário. Isto facilita a fraude e cria várias injustiças. A acumulação de diferentes apoios para quem viva fora de Lisboa, seja eleito por outro círculo mas viva em Lisboa e mais umas tantas variedades é de tal forma complexa que nenhum deputado sabe ao certo dizer quanto vai receber. Seria mais simples determinar um salário por círculo e acabar com todos os apoios. Mas isso implicava aumentar o salário base dos deputados, o que daria imensas manchetes e indignações. Porque, sejamos francos, ninguém quer fazer este debate sem ganhar qualquer coisa com a demagogia fácil.

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