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Louçã: “BE é segurança contra o imenso e insidioso partido da corrupção”

Francisco Louçã diz que o Bloco de Esquerda tem de se afirmar como uma alternativa. O fundador do partido discursou este sábado na XI Convenção bloquista

Francisco Louçã falou pela primeira vez da família num palanque de uma convenção do Bloco e das poucas que o fez em público: falou voltado para Catarina Martins e disse que tinha visto um filme com as netas, o Toy Story, em que um dos personagens queira ir para o “infinito e mais além”. Mas o BE é mais "humilde" e "concreto" do que um “infinito que não existe”, diria depois, mas aqui o fundador do Bloco acabou por apelar à ambição.

Na sua intervenção, Louçã - que foi aplaudido em pé pelos delegados - deu enfoque à segurança como prevenção contra os fenómenos populistas: “A segurança da luta do povo e a luta pelo poder do povo”, resumiu, invocando a “força de Miguel Portas e de João Semedo”.

Para Louçã, no capítulo da segurança o BE tem de a garantir para as famílias na educação, ou na saúde ou na “igualdade entre homens e mulheres até no tribunal”. Poupando o PS, atirou direto à direita, ao PSD e ao CDS, em termos duros: “O BE é a segurança contra esse insidioso partido da corrupção que vai dos submarinos aos vistos gold e às PPP”.

“Chamam-nos moralistas, somos republicanos. Queremos a segurança de uma democracia com regras”, justificou.

Francisco Louçã, aplaudido ainda antes de falar, subira ao palco com energia para atacar as fake news: há muito existem - e deu o exemplo com um jornal com 200 anos -, mas argumentou que hoje é diferente porque "a mentira é uma indústria".

Entre "uma clientela que bebe o ódio contra a mulher, a imigrante, o pobre" e os "profetas triunfantes", um resultado: "Os rufias tomaram conta da direita" - Bolsonaro, Órban, Salvini, exemplificou - "e são aplaudidos pelos milionários". "Se alguém pensa que a democracia ainda é a escolha ponderada entre alternativas que conversam, desengane-se: agora a política suja está por todo o lado".

Traçado o retrato negro, qual a solução? "Dar segurança ao povo". Isso mesmo é o objetivo do BE: garantir "segurança nos compromissos" assumidos, compromissos como aumentar o salário mínimo, acabar com privatizações ou aumentar pensões.