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Gráfico animado: A epidemia de cólera no Zimbabwe

"Penso que é altura da comunidade internacional reforçar as sanções contra este regime", diz a secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice, a propósito da situação que se vive no Zimbabwe.

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, anunciou ontem que vai consultar os aliados dos Estados Unidos para reforçar as sanções internacionais contra o Zimbabwe, onde a situação é "inimaginável".

"Vou consultar os nossos aliados, incluindo alguns dos nossos aliados africanos e os britânicos, e logo veremos", declarou a chefe da diplomacia norte-americana, numa entrevista à agência noticiosa AFP, quando questionada sobre eventuais novas medidas da ONU contra o regime do Presidente zimbabueano Robert Mugabe.

"Penso que é altura da comunidade internacional reforçar as sanções contra este regime", referiu.

"Estabelecemos o congelamento de activos e existem discussões sobre a possibilidade destes serem internacionalizados", concluiu.

"Ditador louco"

Um especialista em Direitos Humanos das Nações Unidas, o suíço Jean Ziegler, caracterizou, ontem, Robert Mugabe como "um ditador louco" que perdeu "o contacto com a realidade".

"O horror que hoje se presencia no Zimbabwe é totalmente inaceitável", disse o responsável.

Para Ziegler, o país é liderado por "um Chefe de Estado que é um antigo herói do movimento de libertação que perdeu visivelmente o contacto com a realidade".

Segundo a ONU, o país enfrenta desde Agosto uma epidemia de cólera "sem precedentes" que já causou mais de 1.174 mortos e deixou quase 24.000 pessoas doentes. Ainda segundo as Nações Unidas, cerca de cinco milhões de pessoas poderão estar a precisar de ajuda alimentar.

A ameaça alimentar insere-se num contexto de crise económica e política, após a derrota do regime do Presidente Robert Mugabe nas eleições legislativas de 29 de Março.

  • Zimbabwe em estado de emergência

    Pelo menos 565 pessoas morreram e outras 12.546 estão infectadas pela cólera no Zimbabwé. Sem água potável, a população é forçada a matar a sede em ribeiros e poços contaminados.