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China envia três navios de guerra para águas da Somália

Nos últimos meses, vários navios foram atacados nas águas da Somália, em actos de pirataria que, em muitos casos, culminaram com o sequestro das tripulações e pedidos de resgate.

Duas fragatas e um navio de abastecimento da Marinha de Guerra chinesa zarpam sexta-feira, 26, para as águas da Somália e o Golfo de Adem onde se juntarão à frota internacional que patrulha esta zona. O objectivo é claro: combater a pirataria marítima.

"A nossa principal missão consistirá em zelar pela segurança dos navios e das tripulações chinesas, bem como dos barcos que transportam ajuda humanitária para organizações internacionais como o Programa Alimentar Mundial, das Nações Unidas", afirmou recentemente Liu Jianchao, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

Nos últimos meses, vários navios chineses foram atacados nas águas da Somália, em actos de pirataria que têm visado embarcações de várias nacionalidades e que, em muitos casos, culminaram com o sequestro das tripulações e pedidos de resgate.

Os navios chineses cumprirão estritamente as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e as leis internacionais, garantiu ainda Liu Jianchao.

Na sexta-feira, 19, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução a autorizar, pelo prazo de um ano, operações internacionais no território da Somália. 

A resolução determina que os Estados associados na luta contra este flagelo "dispõem de todas as garantias necessárias na Somália para impedirem de agir aqueles que utilizam o seu território para preparar, facilitar ou organizar os actos pirataria de mar".

Na quarta-feira passada um navio chinês foi atacado ao amanhecer, mas a tripulação conseguiu aguentar os piratas até à chegada das forças da coligação, que conseguiram travar o ataque.

De acordo com o porta-voz, sete navios pertencentes a companhias chinesas, com tripulações chinesas, ou com cargas provenientes da China foram atacados pelos piratas no Golfo de Aden desde Janeiro deste ano.

Pelo menos 108 navios foram atacados naquela zona por piratas desde o início do ano e 42 foram capturados, segundo dados da Agência Marítima Internacional.