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Expresso

  • Pareciam foguetes de lágrimas

    Multimédia Expresso

    Raquel Moleiro, João Santos Duarte, Tiago Miranda, Tiago Pereira Santos

    A tragédia dos incêndios do 15 de outubro foi ontem. Tem ainda cheiro, temperatura, dor (“aquilo não eram fagulhas, pareciam foguetes de lágrimas”). Nas histórias de oito mortes relata-se as de 50. Quem ficou para contá-las prolonga a existência de quem partiu: agarram-se ao que as vítimas deixaram – um terço, uma aliança, um rádio – e sobrevivem com resiliência. As hortas deram a primeira safra. Há casas a serem casas outra vez. E até um casamento: o fogo queimou André mas deixou-lhe intacto o amor. “Casas comigo, Patrícia?”. Ela disse sim

  • É isto que resta quando o mundo acaba

    Multimédia Expresso

    “Na guerra alguém vai morrer e alguém vai viver”, dirá o homem responsável por mandar os outros homens para a linha de fogo. “Estamos a ver crianças e mulheres a serem mortas: devemos continuar a aplicar as regras administrativas ou devemos tomar a nossa responsabilidade e salvar o maior número de vidas possível?” Esta é uma viagem por um dos territórios mais perigosos do mundo mas também o culminar de uma longa viagem de dois anos de um grupo de jovens portugueses que entrou nos Comandos e que o Expresso acompanhou por dentro. E que foram para a República Centro-Africana tentar salvar as vidas daqueles que perderam quase tudo. “Não tenho outra imagem do mundo que não seja este sítio. Penso que o mundo acabou e que, do mundo, só resta este lugar.” E não é um bom lugar. Mas existe

  • Ninguém veio para nos salvar [documentário]

    Multimédia Expresso

    João Santos Duarte

    Nos escombros de Mati, na Grécia, os sobreviventes procuram respostas para a tragédia que dizimou uma cidade. Uma semana depois, sentem que foram abandonados à sua própria sorte para morrer. “Um sítio cheio de famílias, de avós e netos: como foi possível largarem-nos assim sem uma forma de nos salvarmos a nós próprios?”

  • O óvni de Lisboa

    Multimédia Expresso

    Uma joia ou um monstro? O Restaurante Panorâmico de Monsanto foi construído há 50 anos. Mas, apesar de meio século de existência, só funcionou dois anos a tempo inteiro. Teve direito aos melhores materiais e muito dinheiro foi gasto para alcançar resultados quase nulos. Eis a história de um falhanço

  • A máquina do tempo: Pedrógão um ano depois (documentário e reportagem multimédia)

    Multimédia Expresso

    Um ano é nada, 17 de junho de 2017 parece ontem. E para quem o viveu, 17 de junho de 2017 é agora. Sobre Pedrógão já se mostrou tanto e está quase tudo por mostrar. Porque há silêncios que demoram a desaparecer, queimaduras na pele que lembram aos sobreviventes o que outrora foram e já não são. “Não penso nem no passado nem no futuro, lamento o meu presente”, hão de dizer-nos. O Expresso passou um ano nos concelhos afetados pelos incêndios de 17 de junho e entregou câmaras de filmar a crianças diretamente afetadas pela tragédia, dando-lhes total liberdade para filmar o que quisessem. O trabalho inclui ainda testemunhos de feridos graves que quebram o silêncio da maneira possível. Um ano depois, mostramos os vivos sem esquecer os 66 que o país perdeu. Portugal tem de saber

  • Eu vou desenhar para o cancro doer menos

    Multimédia Expresso

    Texto e Vídeo Clara Vidal e Rita Branco Rodrigues

    Pode um hospital ser um porto marítimo? Pode. Entre consultas e tratamentos, mais de cem crianças com cancro transformaram 23 núcleos de pediatria em espaços de arte e de imaginação. O resultado é um livro chamado “Marinheiros da esperança”, que reúne 140 ilustrações feitas por artistas com uma média de idades que ronda os 10 anos. “Cada vez mais dentro dos hospitais é preciso haver um tempo ocupado e colorido”, defendem os organizadores da obra

  • “O que é isto, mamã?”

    Multimédia Expresso

    Há seis meses, a morte; daqui a uma semana, Natal. A 17 de junho, fogo; a 25 de dezembro, ausência. O tempo parou na região afetada pelo Grande Incêndio de Pedrógão. A dor não: lá, as pessoas não conseguem falar noutra coisa. Incluindo aqueles que, depois de seis meses de silêncio, falam ao Expresso pela primeira vez sobre a perda e sobre quem perderam. Entre lá e cá, o mesmo país. Entre lá e cá, a lembrança e o esquecimento. 66 pessoas morreram e tudo mudou. Mas continua tudo na mesma

  • Não se pode esquecer. Não se pode esquecer. Não se pode esquecer

    Multimédia Expresso

    Há tempo para calar e tempo para falar. Seis meses depois de o fogo ter matado em Pedrógão, os sobreviventes estão enredados pela pressão da reconstrução, pelos requerimentos das indemnizações, pelos relatórios das autópsias e pelas investigações de especialistas. A culpa foi do raio, a culpa foi do fio, a culpa não foi da empresa elétrica nem da concessionária das estradas, o socorro não foi eficaz mas não podia ter sido melhor. A culpa não é de ninguém mas a dor é de alguém: ainda há gente sem trabalho, outros tiveram de pedir baixa, uns choram em público, outros não saem de casa. O Natal é um susto que se aproxima. E quem esteve em silêncio até agora decide falar pela primeira vez. É avassalador e não pode ser esquecido

  • Aqui se conta a maior calamidade de que há memória em Portugal desde o terramoto de 1755

    Multimédia Expresso

    A 25 de novembro de 1967, chuvadas intensas na região de Lisboa e vale do Tejo inundaram avenidas, ruas e bairros inteiros. Da noite para o dia, milhares de pessoas ficaram desalojadas, centenas morreram afogadas ou soterradas e um número até hoje incerto foram dadas como desaparecidas. O Governo de Salazar tentou abafar a real dimensão da tragédia, com os serviços de censura a chumbar títulos e fotografias de jornais, mas a memória de quem viveu na pele as cheias de 67 perdurou. O Expresso conta-lhe como foi, 50 anos depois