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Volta ao mundo em lojas únicas

O embrulho é tão importante como o conteúdo. A regra aplica-se a estas lojas-espectáculo criadas por alguns dos mais conceituados designers internacionais.

Madalena Galamba (www.expresso.pt)

Um pouco por todo o mundo, o design vai às compras. De Paris a Tóquio, de Barcelona a Milão, nascem espaços que, para além das marcas, exibem a garra do designer que os projectou. São lojas de roupa, joalharias e concept stores de luxo, concebidas pela nata do design internacional, que se lança aos interiores com inspiração. Já não é só o vestido de Stella McCartney que vende. É o espaço onde se insere, uma cenografia de espectáculo, vestida para matar. O consumismo redefine-se e assume o seu lado mais plástico. Emerge um novo tipo de turismo, onde os peregrinos de tendências procuram o souvenir (aquilo que compram), mas também a experiência, ao vivo e em directo, do lugar onde compram.

Enquanto certas marcas apostam na perenidade, escolhendo pontos estratégicos nas cidades para edificar os bastiões, outras abraçam a efemeridade e abrem lojas temporárias ou as guerilla stores, feitas com orçamento reduzido e por um tempo definido (conceito inaugurado em 2004 pela japonesa Comme des Garçons, em Berlim). Em Portugal, a tendência floresce com lojas como a de Luís Buchinho, no Porto, e espaço de Lidija Kolovrat, em Lisboa. E enquanto esperamos a chegada da primeira loja Prada à capital, espreitamos as montras lá fora, à procura da sua vida interior.