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Insónia, um mal em expansão

Os problemas do sono estão a aumentar. A geração que tem actualmente quarenta anos é a mais afectada. Nos Estados Unidos já é considerado um problema nacional de saúde.

Christiana Martins (www.expresso.pt)

Os distúrbios do sono poderão entrar para a história contemporânea como uma das características da actual geração de adultos. Pelo menos entre os norte-americanos já não há dúvidas de que este é um problema com tendências epidémicas de nível nacional.

 

A síndrome da perna sem descanso (restless leg), a fadiga causada pelo desfasamento de fusos horários (jet lag) e o sono afectado pelo excesso de trabalho são algumas das patologias já identificadas.

 

Uma sondagem realizada em 2009 pela norte-americana Fundação Nacional do Sono revela que 64% dos americanos assumiram ter problemas semanais durante o período em que deveriam estar a dormir. 

 

As consequências? Os inquiridos disseram sentir-se doentes, ter maior necessidade de alimentos açucarados, menor disposição para a prática de exercícios físicos e menor apetite sexual. As consequências das consequências? A prescrição de mais de 56 milhões de receitas de medicamentos para dormir, o que representa um crescimento de 7% em relação a 2007.

 

Como exemplo, a Salon, uma revista online, conta a experiência de Patrícia Morrisroe, crítica de cinema que publicou recentemente um livro dedicado a relatar os seus anos de luta contra a insónia, "Wide Awake: a Memoir of Insomnia". O seu percurso em busca de uma solução levou-a desde a psicofarmacologia, à meditação, clínicas de sonoterapia, passando pela hipnose ou, pura e simplesmente, à troca de colchão. No fim, diz, descobre que dormir nada mais é do que uma questão de estado de espírito.