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Internacional

Tribunal devolve passaporte a Pistorius

Oscar Pistorius poderá sair da África do Sul sempre que desejar, desde que avise com um mês de antecedência. Tribunal sul-africano já devolveu o passaporte ao campeão mundial paralímpico, acusado de homicídio premeditado.

Maria Luiza Rolim

Um tribunal sul-africano deu hoje razão a Oscar Pistorius, que a partir de agora, e sob determinadas condições, poderá sair da África do Sul sempre que desejar, apesar de estar acusado da morte da modelo Reeva Stenkamp.

O atleta paralímpico já tem de volta o seu passaporte e obteve, também, permissão para regressar a sua casa em Pretória, onde no passado dia 14 de fevereiro terá morto a sua noiva com vários tiros.

Embora já tenha o passaporte em mão, o advogado de Pistorius assegura que o atleta não tem a intenção de competir a nível internacional nos próximos meses, nem de ir para férias nas Ilhas Maurícias, desmentindo assim os rumores nesse sentido que correm na África do Sul.

Julgamento em junho 

O juiz Bert Bam admitiu que retirar o passaporte a Pistorius foi um "erro" porque "como atleta profissional" necessita desse documento para ir competir" no estrangeiro. O magistrado disse que não via "nenhuma razão" para que o atleta fique proibido de sair do seu país.

Pistorius, que está em liberdade condicional desde o dia 22 de fevereiro após ter pago uma fiança de 85.000 euros, terá porém que cumprir algumas exigências para poder sair da África do Sul.

Para viajar, terá de informar a justiça do itinerário completo da sua viagem, com um mês de antecedência, e devolver o passaporte ao seu advogado nas 24 horas seguintes ao seu regresso à África do Sul.

Oscar Pistorius foi detido no dia 14 de fevereiro, no mesmo dia da morte de Reeva Stenkamp, e está acusado de homicídio premeditado.

O julgamento do atleta deverá começar no próximo dia 4 de junho, devendo estará concluído em agosto.