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Sabe quem é Pablo Iglesias? Pode vir a ser primeiro-ministro de Espanha

Se as eleições em Espanha fossem agora, o Podemos de Pablo Iglesias seria o paryidp mais votado e conquistaria 7% dos votos ao Partido Popular, atualmente no poder, e 1,5% aos socialistas do PSOE

Susana Vera/Reuters

Uma sondagem divulgada pelo "El Pais" coloca o partido Podemos à frente do PP de Mariano Rajoy. Eurodeputado, doutor em Ciência Política, Iglesias tem 36 anos e militou na 'jota' do PC espanhol.

A partir de agora será melhor prestarmos atenção ao nome de Pablo Iglesias, politólogo e eurodeputado do Podemos, um partido de esquerda que nasceu este ano e pode causar uma reviravolta efetiva no 'mercado eleitoral' espanhol. 

Pablo Iglesias tem 36 anos. Licenciou-se em Direito na Universidade Complutense de Madrid, onde se doutorou em Ciência Política anos mais tarde. Despertou cedo para a política e a militância partidária: aos 14 anos, ou seja em 1992, poucos tempo depois da queda do Muro de Berlim, já estava ligado à União das Juventudes Comunistas de Espanha, a 'jota' do PC espanhol, onde permaneceu sete anos, até aos 21.

Em 2001, toma uma posição ativa no Movimento Anti-Globalização. Treze anos depois, em janeiro deste ano, foi um dos promotores do Movimento Podemos, que se formalizou como partido político em março, revelando-se o fenómeno eleitoral das Europeias de 25 de maio.

Uma sondagem do díario "El País" apresenta agora um Podemos capaz de causar "um terremoto sem precedentes na política espanhola". Nas eleições europeias de maio, o partido - então com apenas três meses de vida - conseguiu 7,96% dos votos e cinco assentos no Parlamento Europeu.

Cinco meses depois, a sondagem da Metroscopia [feita para o "El País"] atribui ao partido de Pablo Iglesias 27% das intenções de voto. Mais relevante ainda é que se as eleições em Espanha fossem agora, o Podemos conquistaria 7% dos votos ao Partido Popular, atualmente no poder, e 1,5% aos socialistas do PSOE. E o PP do primeiro-ministro Mariano Rajoy ficaria em segundo lugar geral, caindo para 20,7% das intenções de voto. 

O "El País" refere ainda que, de acordo "com outras pesquisas" os acontecimentos dos "últimos meses" podem antever o "fim de um ciclo" no cenário político espanhol.