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Internacional

Rússia apela à contenção das Coreias, EUA estão em alerta

O governo russo apelou hoje à máxima contenção da Coreia do Norte e do Sul, assim como dos Estados Unidos perante a ameaça do regime de Pyongyang. Administração norte-americana mantém-se em contacto com os aliados.

Liliana Coelho, com agências

A Rússia pede a "máxima contenção" das duas Coreias e dos Estados Unidos, depois da Coreia do Norte ter anunciado ter entrado em "estado de guerra" com a Coreia do Sul.

"Esperemos que os dois lados exerçam uma responsabilidade e contenção máximas e que nada ultrapasse o ponto de não retorno", afirmou Grigori Logvinov, alto funcionário do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, que tem a cargo a pasta da Coreia, citado pela Reuters. 

A declaração de guerra por parte da Coreia do Norte não desperta grande alarme à Coreia do Sul, que considera que esta não é uma ameaça nova, no entanto, os EUA parecem estar mais preocupados com a situação.

A porta-voz do Conselho da Segurança Nacional, Caitlin Hayden, disse que "a Casa Branca leva a sério estas ameaças e mantém estreito contacto com os aliados sul-coreanos.

Ameaça de guerra nuclear

Segundo a responsável, a declaração da Coreia do Norte, que inclui ameaças diretas aos EUA, não é "nada construtiva", nomeadamente o "últimato", que fala numa "batalha final de vida ou morte" e "uma guerra nuclear".

Também o secretário da Defesa, Chuck Hagel, transmitiu a preocupação dos EUA, depois de o Pentágono dar ordem a que bombardeiros furtivos B-2 sobrevoassem a região, como aviso à Coreia do Norte.   

Enquanto as provocações sobem de tom, o ministério da Defesa sul-coreano limitou-se a dizer que reprimirá qualquer avanço da Coreia do Norte, sublinhando que até agora não foi detetado qualquer movimento das tropas.

Na sexta-feira, durante o dia, a Coreia do Norte já dito que tinha os seus mísseis prontos para atacar os Estados Unidos e a Coreia do Sul, em resposta aos exercícios militares conjuntos dos dois países.



As duas Coreias vivem praticamente em permanente tensão desde o fim do conflito coreano em 1953, que não teve um tratado de paz.