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Protesto no Chile marcado por confrontos com a polícia

A polícia chilena deteve alguns manifestantes em Santiago do Chile

Getty Images

Cerca de 20 000 estudantes chilenos saíram hoje à rua para exigirem profunda reforma no sistema de ensino. Manifestantes entraram em violentos  confrontos com a polícia.

Maria Luiza Rolim

Violentos confrontos com a polícia marcaram hoje a primeira marcha de estudantes autorizada este ano em Santiago do Chile. Os manifestantes, alunos do ensino secundário e universitário, exigem uma profunda reforma na educação num país com um dos sistemas educacionais mais desiguais do mundo.

Desde 2011, os estudantes chilenos reivindicam uma educação pública gratuita e de qualidade, contra uma pesada herança da ditadura de Augusto Pinochet (1993-1990).

A marcha, convocada por assembleias de estudantes universitários e alunos do ensino secundário havia sido autorizada pelos órgãos competentes e começou pouco antes do meio-dia na frente da Universidade de Santiago,  na capital.

O protesto seguia pacífico mas quando os estudantes passavam pela Alameda Central, a principal avenida da capital chilena, alguns manifestantes encapuzados entraram em confronto com a polícia, atirando pedras e paus contra os agentes das forças especiais, que repeliram os ataques com com jatos de água e bombas de gás lacrimogéneo.

Os manifestantes ergueram barricadas com madeira e pneus incendiados que paralisaram por alguns minutos o trânsito pela avenida Alameda e provocaram danos no mobiliário público.

O ministro da Administração Interna, Andrés Chadwick,  já manifestou o seu apoio à ação dos carabineros (polícia chilena).