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Internacional

Presidente do BCE telefonou a Napolitano para travar demissão

O presidente do Banco Central Europeu manifestou a sua preocupação face a uma eventual demissão do presidente italiano, frsiando que essa situação iria aumnetar a tensão nos mercados.

Liliana Coelho, com agências

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, telefonou ao presidente italiano, Giorgio Napolitano, para pedir que não se demitisse, noticia hoje a imprensa de Itália.

Segundo a Reuters, Mario Draghi expressou a sua preocupação face a um cenário de demissão do presidente italiano, sublinhando que a sua renúncia seria deixar o "país sem rumo, nem liderança", numa altura em que aumenta a tensão nos mercados financeiros.

Giorgio Napolitano disse que foi "congelado entre as posições irreconciliáveis" e terá admitido a possibilidade de uma demissão para forçar a formação de um governo, mas, entretanto, já veio garantir que se vai manter no cargo até 15 de maio, evitando o agravamento da situação.

O presidente italiano anunciou no sábado que iria nomear intermediários para levar os partidos a procurarem uma solução para o impasse político e formarem finalmente um governo, um mês após as eleições legislativas, medida que está a ser bem recebida.

Pormenores deverão ser conhecidos na terça-feira

"Foi a decisão certa, assim vai evitar um alarme para os mercados e mostrará que as instituições italianas são sólidas e mantém-se em funcionamento", disse à Reuters Enrico Letta, vice-líder do partido de centro-esquerda democrata.

"A história política mostra que, infelizmente, há sempre alguém que não quer decidir alguma coisa e o que é que acontece? Neste caso, eles montaram uma boa comissão", defendeu, por sua vez, Daniela Santanche,  deputada próxima do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Os dois grupos de intermediários dos principais espectros políticos devem também propor uma série de medidas que devem ser conseguir o apoio dos partidos e que deverão ser anunciadas na terça-feira.



Emtre as medidas prevê-se que seja alterada a lei eleitoral de forma a evitar a repetição do impasse político nas próximas eleições.