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Internacional

Polícia acredita que Berezovsky se suicidou

As autoridades inglesas ainda não encontraram vestígios do envolvimento de terceiros na morte de Boris Berezovsky. Os resultados da autópsia serão revelados hoje ao fim do dia.

A polícia inglesa não encontrou, até ao momento, indícios de que Boris Berezovsky, o oligarca russo que apareceu morto no sábado na sua casa no Reino Unido, tenha sido assassinado, segundo o jornal "The Guardian".

Junto ao corpo do exilado político, só hoje levado para autópsia, estava um lenço que as autoridades pensam que poderá ter sido utilizado no suicídio. 

"Estamos agora a tentar construir uma imagem dos últimos dias de vida de Berezovsky, para perceber melhor como era o seu estado de espírito", declarou um porta-voz da polícia.

Os amigos do oligarca dizem que, nos últimos meses, Boris Berezovsky andava deprimido, principalmente depois de ter perdido um processo em tribunal para o seu ex-sócio Roman Abramovich.

Já à revista "Forbes" da Rússia, na véspera da sua morte, Berezovsky tinha dito que a sua vida perdera o "significado" e gostaria de voltar ao país.

Autoridades não encontraram armas químicas 

Durante todo o dia de ontem, equipas de especialistas estiveram na mansão de Boris Berezovsky, nos arredores de Londres, à procura de armas químicas ou substâncias nucleares mas não encontraram nada. Os resultados da autópsia deverão ser revelados hoje ao fim do dia.  

Boris Berezovski estava refugiado em Inglaterra desde 2001, após ter sido condenado a pesadas penas de prisão por desvio de fundo e branqueamento de capitais. O oligarca disse, publicamente, várias vezes, que tinha sido ele o homem que propôs a Ieltsin a candidatura de Vladimir Putin, para o substituir no Kremlin.

No entanto, depois de estar no poder, Putin declarou "guerra aos oligarcas", levando à fuga de Berezovski para Londres. Mesmo assim, Berezovsky mantinha uma campanha contra o regime.

Apesar do mistério à volta da sua morte, Berezovsky não é o primeiro oligarca a morrer em Inglaterra em circunstâncias não apuradas.

O ano passado, o banqueiro alemão Gorbuntsov esteve em coma vários meses depois de ter sido atingido num tiroteio. Em novembro, Alexander Perepilichnyy, o multimilionário russo que ajudava as autoridades suíças a desmantelar uma rede de lavagem de dinheiro, foi também encontrado morto em circunstâncias misteriosas.