Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Papa apela à paz nas duas Coreias e na Síria

Primeira mensagem pascal seguida por mais de 250 mil fiéis. Francisco lamenta "cobiça" no mundo e condena o tráfico de drogas e de pessoas. 

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

Na sua primeira mensagem de Páscoa, seguida esta manhã por mais de 250 mil fiéis em Roma, o Papa Francisco pediu o fim dos principais conflitos que ameaçam o mundo e condenou o tráfico de drogas e de pessoas. 

Do balcão central da Basílica de São Pedro perante uma Praça lotada, o Pontífice  deixou um forte apelo à "paz a todo mundo" lamentando que este esteja "ainda tão dividido pela cobiça de quem procura lucros fáceis, ferido pelo egoísmo que ameaça a vida humana e a família, dilacerado pela violência ligada ao tráfico de drogas e à exploração iníqua dos recursos naturais".

A perigosa situação que se vive após a declaração de guerra da Coreia do Norte contra a Coreia do Sul mereceu uma menção especial na segunda benção Urbi et Orbi desde que foi eleito. "Paz na Ásia, sobretudo na Península coreana, para que se superem as divergências e amadureça o renovado espírito de reconciliação", afirmou em italiano, citado pela Reuters, e estendeu os ecos de paz à Síria. "Quanto sangue derramado. Quanta dor deverão ainda atravessar antes que se consiga encontrar uma solução política para a crise?", questionou.

A sua reflexão passou ainda pelo Iraque, "para que cesse toda a violência", as hostilidades entre palestianianos e israelitas, "que devem retomar as negociações, com determinação e dispobilidade para pôr fim a um conflito que já dura há demasiado tempo", e não esqueceu África, em concreto o Mali, Nigéria, República Democrática do Congo e República Centro-Africana, onde muitos vivem com medo e são obrigados a abandonar as suas casas. 

Antes, na primeira missa de Páscoa do pontificado, Francisco anunciou a ressurreição de Cristo fazendo votos de que a mensagem chegue a todos, em especial, onde há mais sofrimento, aos hospitais e nas prisões. "O amor de Deus é mais forte do que o mal e a própria morte. Significa que o amor de Deus pode transformar a nossa vida, fazer florir essa zonas de deserto no nosso coração", declarou.

Na missa solene do Domingo da Ressurreição não houve homilia, uma vez que esta já tinha sido pronunciada ontem à noite.