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Internacional

Monarquia britânica custa €45 milhões por ano

Alguns custos na nova casa de William e Kate foram suportadodos pelo casal

Ben A. Pruchnie/Getty Images

Remodelação no palácio de Kensington para receber os duques de Cambridge chegou aos 5,5 milhões de euros. Em viagens de avião e comboio a família real não gastou menos.

Mafalda Guedes Miguel

A remodelação do palácio de Kensington para receber o príncipe William e a duquesa Kate de Cambridge foi impulsionada por cerca de 5,5 milhões de euros que saíram do bolso dos contribuintes. Embora discutível, a utilização do erário público fez com que o espaço se tornasse "uma casa de família comum", explicam os assessores reais citados pelo jornal 'The Guardian'.

Sabe-se agora que os custos globais da monarquia para o erário público britânico rondam os 45 milhões de euros anuais - excluindo os gastos desconhecidos da família real em segurança. Um valor que reflete o aumento nas despesas oficiais da rainha Isabel II, de ano para ano, enm quase três milhões de euros.

Para menorizar a questão, os assessores da família real apressaram-se a explicar que alguns custos na nova casa de William e Kate foram suportadodos pelo casal, nomeadamente a renovação de duas cozinhas mais pequenas e uma maior, destinada a funções oficias. Tapetes, cortinados e móveis também foram pagos em particular.

As obras envolveram a remoção de amianto do efifício, a instalação de um novo aquecimento e uma "simples remodelação". "Os duques de Cambridge foram extremamente sensíveis ao facto de serem os fundos públicos que estavam a financiar a remodelação" e terão tido "o cuidado de puxar para baixo os custos públicos", segundo refere o "The Guardian".

Viagens caras

Os gastos da família real com viagens de avião e comboio ultrapassam os cinco milhões de euros por ano, avança o "The Guardian". As contas, apresentadas ao Parlamento mostram que o custo do do príncipe Carlos, num voo charter, para o funeral de Nelson Mandela rondou os 300 mil euros. O valor elevado foi explicado pelo "curto espaço de tempo e a inacessibilidade do local". 

Também os custos do comboio real são alvo de crítica. Em 2013 foi usado três vezes pela rainha e seis vezes pelo príncipe Carlos. Viagens que chegaram aos 153 mil euros.