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Expresso

Internacional

Militante da UNITA morto em confrontos com o MPLA no Huambo

Um grupo de 22 militantes do movimento do Galo Negro montava um palco de campanha quando foi atacado com facas e pedras por activistas do MPLA. 

Paulo Gaião

Um militante da UNITA, o principal partido da oposição em Angola, morreu hoje na região do Huambo após confrontos violentos com um grupo de activistas do MPLA, o partido governamental em Luanda a que pertence o presidente José Eduardo dos Santos.

O incidente foi confirmado pelo secretário-provincial do movimento do Galo Negro no Huambo, Liberty Chiyaka, em declarações à France Press. Vários militantes da UNITA também ficaram feridos nos confrontos.  

Estes ocorreram quando um grupo de 22 militantes da UNITA montavam um palco para uma iniciativa de campanha do movimento do Galo Negro e foram atacados com facas e pedras  pelos activistas do MPLA.

"Este incidente representa um grave passo atrás após a melhoria das relações entre o MPLA e a UNITA a seguir às últimas eleições de 2012", disse Chiyaka. Estas eleições deram a vitória ao MPLA com mais de 70% de votos e elegeram José Eduardo dos Santos, há 33 anos no poder, para mais um mandato presidencial.

Guilherme Tuluca, vice-governador do MPLA da província do Huambo, declarou à agência ANGOP que "a zona onde ocorreram os confrontos é de difícil penetração para a UNITA em virtude da população não ter esquecido a violência praticada pelo movimento do Galo Negro no Huambo, durante a guerra civil".

Entre 2002 e 2010, vários confrontos na região do Huambo entre os dois movimentos  fizeram 13 mortos.         

Tuluca adiantou que a polícia já abriu um inquérito aos incidentes de hoje.  

A guerra civil em Angola, entre o MPLA e a UNITA, acabou definitivamente com a vitória do movimento de José Eduardo dos Santos após a morte do líder da UNITA, Jonas Savimbi, em Fevereiro de 2002.