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Internacional

Japão reforça vigilância face às ameaças da Coreia do Norte

O governo japonês diz que vai reforçar a vigilância e manter uma relação estreita com os Estados Unidos, a Coreia do Sul, a China e a Rússia.

O ministro porta-voz do governo nipónico, Yoshihide Suga, garantiu hoje que o Japão "não pode permitir a provocação agressiva da Coreia do Norte", em resposta às crescentes ameaças do regime de Pyongyang.

Questionado sobre as medidas que o seu executivo podia tomar, Suga disse, em declarações recolhidas pela agência Kyodo, que vai reforçar a vigilância e que vai "manter uma relação estreita com os Estados Unidos, a Coreia do Sul, a China e a Rússia".

A reação do governo japonês surge depois de o regime de Pyongyang ter anunciado, no sábado, que tinha entrado em "estado de guerra" à Coreia do Sul e aos Estados Unidos.

A Coreia do Norte disse hoje, através do diário Rodong Sinmun, que as bases militares norte-americanos em território japonês seriam alvo de ataque se se desencadear um conflito armado na península coreana.

O jornal do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte enumerou hoje as bases norte-americanas de Miasawa, Yokosuka e Okinawa como suscetíveis de ataques.

Apesar de ter sido a primeira vez que o regime comunista assinalou concretamente bases militares em causa, os contingentes militares dos Estados Unidos e do Japão já tinham sido objeto de ameaças anteriormente.

O mesmo jornal recordou, a 17 de março, que a Coreia do Norte ia exercer o seu direito a um ataque nuclear preventivo contra os seus inimigos e disse que o Japão não ia ser "uma exceção".