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Homem mais velho do mundo já vai nos 116...

Jiroemon Kimura recebeu a felicitação do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe

EPA

Jiroemon Kimura faz uma alimentação à base de arroz, batata e abóbora e habituou-se a comer pouco. Hoje, recebeu as visitas do presidente da Câmara local e de uma representante do "Guinness".

Mafalda Ganhão, com Lusa

Jiroemon Kimura, o homem mais velho do mundo, comemora hoje 116 anos. Uma data muito especial, que justificou as visitas do presidente da Câmara de Kiotango (com uma mensagem do próprio primeiro-ministro japonês) e de uma representante do livro de recordes "Guinness", mas que não lhe alterou a rotina diária: acordar às 7h para tomar um pequeno almoço à base de arroz e feijões.

Antigo carteiro, Jiroemon Kimura nasceu a 19 de abril de 1897 na antiga província de Tango (atual Quioto), no seio de uma família de agricultores. Teve sete filhos, dos quais cinco ainda estão vivos, além de somar 14 netos, 25 bisnetos e outros 14 tetranetos.

A viver atualmente com a mulher de um dos netos, a imprensa local recorda que desde o final do ano passado Kimura teve alguns problemas de saúde, tendo chegado a ser hospitalizado por duas vezes, a última já este mês.

Quando lhe perguntam o segredo para a sua longevidade, o ancião explica que faz três refeições diárias, consumindo basicamente arroz, batatas e abóbora, tendo desde há muito o hábito de ingerir pratos leves, parando de comer quando se sente "80% cheio". Não fuma e bebe muito pouco álcool.

Esta manhã, foi surpreendido com as felicitações do primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe, numa gravação que lhe foi levada pelo presidente da Câmara local. 

Kimura recebeu também a visita de uma porta-voz do livro de recordes "Guinness", que lhe entregou o certificado de "homem mais velho do mundo", título que detém desde 14 de abril de 2011, quando morreu o norte-americano Walter Breuning, aos 114 anos. 

Curioso é o facto deste cidadão japonês ser uma das 95 pessoas na sua localidade, Kiotango (60 mil habitantes), com 100 ou mais anos, uma constatação que motivou o lançamento de um projeto de investigação.      

O Japão, aliás, é um dos países com a maior esperança de vida do mundo. Tem cerca de 30 milhões de habitantes com mais de 65 anos, o que corresponde a 24,1 % da sua população.