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Internacional

Extradição de Amanda Knox será um problema político

As autoridades italianas podem pedir aos EUA a extradição de Amanda Knox, no entanto esse será um processo demorado.

Amanda Knox corre o risco de ser extraditada dos Estados Unidos para Itália, tendo em conta que o Supremo Tribunal de Justiça anulou a absolvição ditada pela Relação.

À CNN, o ex-procurador federal David Laufman disse que, apesar de existir um acordo de extradição entre os dois países, esta é uma decisão que levará tempo a tomar já que também se trata de uma questão política.

A jovem americana tinha sido condenada por homicídio, em 2009, pelo tribunal de primeira instância italiano, mas, quando recorreu, a Relação anulou a sentença e absolveu-a, agora o Supremo decidiu dar razão ao primeiro julgamento.

"Se Itália pedir a extradição, a jovem não será imediatamente enviada para Roma. Primeiro decorrerá um processo de negociação, que deverá ser longo, entre os dois países", acrescentou Laufman à estação de televisão norte-americana.

A favor de Amanda, que vive em Seattle desde que foi libertada em Itália, está o fato de a lei americana não permitir que uma pessoa seja julgada uma segunda vez depois de ter sido ilibada, a não ser que surjam novas provas.

Amanda Knox foi juntamente com o seu namorado Raffaele Sollecito acusados de terem morto, em 2007, uma estudante inglesa que vivia com a jovem americana em Itália, e chegaram a cumprir quatro anos de prisão. 

O advogado de Amanda nos EUA acredita que, independentemente dos julgamentos que sejam feitos, o veredito será sempre a absolvição. "Nunca existiram provas, não existem provas e não vão existir provas", disse Theodore Simon.