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Internacional

Eleições na Suécia deixam vencedor com um problema para resolver

Stefan Lofvën não esconde a sua satisfação pela vitória nas eleições de domingo, embora agora tenha de definir como vai governar a Suécia

Jessica Gow/Reuters

As eleições de domingo introduziram incerteza política na Suécia. Sociais-democratas ganharam sem maioria e agora têm de escolher um parceiro. Ou arriscar e avançar sozinhos para o governo.

O resultado das eleições legislativas deste fim de semana deixou a Suécia num impasse. O líder do Partido Social-Democrata, Stefan Löfven, que venceu com 43,7% dos votos, tem de escolher. Ou governa sozinho, sem maioria absoluta, ou junta-se aos democratas, da extrema-direita, hipótese que, de resto, já foi excluída.



O futuro da Suécia é, por isso, incerto. E os cidadãos estão preocupados. Para Jonas Eriksson, residente em Estocolmo, este impasse pode fragilizar a economia do país, que terá de se haver com muitas negociações. Mas há também há quem esteja otimista. "Acho que pode ser bom haver algumas mudanças", diz Josefine Merlo, também residente no país, citada pela Reuteurs.



O partido de extrema-direita obteve 13% dos votos. Ficou em terceiro lugar e elegeu 49 candidatos, depois de uma campanha marcada por mensagens contra a imigração. Em segundo ficou a coligação de direita, encabeçada pelo ministro Fredrik Reinfeldt, que se demitiu do cargo e da liderança do partido assim que os resultados vieram a público, na noite de domingo.



Nessa altura, em comentário à vitória, Stefan Löfven afirmou que o país estava a precisar de um "novo rumo" para enfrentar aquela que é uma "situação séria". "Temos milhares de pessoas desempregadas. Temos resultados escolares que, mais do que em qualquer outro país da OCDE, estão em declínio", referiu Löfven, citado pela BBC News.  



Agora, o líder do Partido Social-Democrata tem mais um problema para resolver. E vai ter de escolher o que fazer para garantir uma governação com um mínimo de estabilidade.