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Diretor e o maior cartoonista francês entre os mortos

Charb, que foi assassinado no atentado desta quarta-feira, numa fotografia tirada em 2012. Era diretor e cartoonista do "Charlie Hebdo"

FOTO REUTERS

Charb, diretor e um dos desenhadores do "Charlie Hebdo", e Cabu, o maior cartoonista francês, foram abatidos esta manhã na sede do jornal satírico.

Daniel Ribeiro, correspondente em Paris, e Paulo Luís de Castro

Charb, diretor do "Charlie Hebdo", e outros três cartoonistas do jornal satírico francês constam entre as 12 vitimas do atentado terrorista desta manhã na sede da publicação, em Paris.

Além de Charb, também ele habitual ilustrador nas páginas do semanário, estão confirmadas as mortes de outros três cartoonistas: Cabu, Tignous e Wolinski. O primeiro destes era considerado o melhor cartoonista da atualidade em França, a par de Plantu, desenhador no "Le Monde".

Um dos polícias mortos no ataque era um dos agentes que desde o ano passado, quando o jornal publicou diversas caricaturas de Maomé, consideradas ofensivas e causadoras de enorme polémica à escala global, garantia a segurança de Charb.

Publicado às quartas-feiras, o "Charlie Hebdo" dedicava as manhãs do dia de saída à reunião geral da redação para programar a edição seguinte. Os autores do atentado eram óbvios conhecedores desta situação. Uma testemunha ouviu um dos atiradores dizer: "Vingámos o profeta. Matámos o 'Charlie Hebdo'".

A ilustradora Coco, que estava no local e é trabalhadora do "Charlie Hebdo", diz, citada pelo "L'Humanité", que os homens falavam francês perfeito e diziam ser da Al-Qaeda.